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A internet veio para ficar e certamente fará parte da vida dos seus filhos. O fato dela ser uma ferramenta multiuso dificulta muito o seu controle, afinal, terá que ser usada para pesquisas, produção de trabalhos, comunicação, lazer etc. Mas será que a questão de impor limites no tempo de lazer dos filhos é nova para os pais? Será que faz parte apenas dessa geração? Se pensarmos de forma ampla, a internet tem muitas similaridades com o play de antigamente. Que criança não queria chegar em casa da escola, descer direto para brincar e só voltar na hora de dormir? No entanto, para a maioria dos pais não era problema saber quanto tempo eles poderiam permanecer com os amigos. Objetivamente, o dever tinha que ser feito, o banho tomado e as refeições ingeridas. O tempinho que sobrasse antes da hora de dormir era livre. A função de dar limites era clara e inquestionável.

Hoje, os amigos, as informações e os jogos são carregados pela criança para tudo quanto é lugar com um simples telefone. Mas será que eles têm capacidade de saber qual é o limite? Será que os adultos, hoje, sabem os próprios limites quando se trata da internet? Quantas empresas bloqueiam o acesso à certas páginas que não dizem respeito a trabalho por falta de entendimento dos funcionários de que hora de expediente é para trabalhar? Quantos ainda não se deram conta de que o que é escrito online se torna público e não privado? Como querer que nossos filhos saibam fazer o que nós ainda estamos aprendendo? Será que conseguimos fazer uma refeição sem responder um e-mail, acessar o facebook ou trocar mensagens no whatsapp? Está difícil abrir mão do que se tem vontade, mesmo que durante algumas horas. A palavra mais em voga atualmente é PRAZER. Temos que tê-lo a todo momento de todas as maneiras em tudo o que fazemos: o importante é estar feliz sempre. O lazer, que antes ficava restrito ao final-de-semana, hoje permeia a semana inteira. Desde pequenas, as crianças têm no mínimo 6 festas por mês durante a semana, fora os convites para brincar na casa dos coleguinhas. Quando crescem mais um pouco, esse contato maciço ocorre através das redes sociais. Estudam em grupo pelo Skype, jogam até de madrugada, ouvem música, veem seriados, tudo ao mesmo tempo, agora. Ficam antenadíssimos, por dentro de todas as fofocas e acontecimentos, afinal, ficar sabendo só no dia seguinte na escola faria com que se sentissem excluídos.

E quem quer ser o único pai/mãe a não deixar o filho ficar acordado até de madrugada? Quem quer ficar com fama de careta, chato ou velho? Muito poucos. Legal é ser liberal, descolado, amigo acima de tudo. Ao mesmo tempo, a exigência de estar conectado a todo momento também vale para os pais, e, convenhamos, muitas vezes chegam em casa tão exaustos e no limite que cai como uma luva os filhos estarem entretidos sem exigir atenção.

Mas o que se perde? Perde-se o convívio com a família, a intimidade, a reflexão, o ócio criativo, enfim, o contato com a própria subjetividade. A internet em si não é vilã, o uso que fazemos dela é que pode ser benéfico ou não. Saber obter o famoso equilíbrio é complicadíssimo. No entanto, se aprendemos a nos escutar, percebemos quando nos sentimos distantes de nossos filhos e quando já não sabemos mais o que ocorre em seu dia a dia. Esse é o momento de reavaliar a quantidade e a qualidade dos momentos que estão passando juntos. E não esqueçam: amigos, seus filhos terão vários. Pai e mãe, apenas vocês.

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