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Durante a gestação, a vida da mulher vira de ponta-cabeça e os sentimentos ficam à flor da pele. Questões emocionais que estavam enterradas no passado voltam à tona e fica difícil equilibrar tudo sem sair do prumo. Para algumas, esse período é vivido com tranquilidade. Para outras, são nove meses de turbilhão. Tudo isso independe da vontade de ter filhos ou da gravidez ter sido planejada. Não existe maneira de prever como cada mulher se sentirá tendo que dividir seu corpo com outro ser, percebendo sua relação com o marido mudar, ou ainda, deixando o lugar exclusivo de filha para entrar no papel de mãe.

A sociedade divulga como sendo um período mágico e maravilhoso, o que, para uma minoria realmente o é. Porém, deixa de lado todas as complexas e sofridas ansiedades sentidas pela maioria: medo de não ser uma boa mãe, de perder a forma física para sempre, de não conseguir conciliar maternidade com trabalho ou com o lado mulher, do bebê nascer com algum problema, de repetir os erros dos pais, e por aí vai. Essa parte fica guardada no íntimo de cada uma pois o receio de se expor, e consequentemente, ser julgada como péssima mãe, é imenso. Quando não é possível compartilhar as ansiedades e angústias com outras pessoas, os fantasmas vão crescendo na mesma proporção que a barriga.

É difícil se acostumar com a idéia de que realmente existe um ser habitando o mesmo corpo que ela. No momento em que isso é assimilado, essa mesma mãe tem que se adaptar à realidade de que esse bebê não faz parte dela e que passa a ser um indivíduo separado; com vontade própria. Para algumas, enquanto dentro da barriga, o bebê tem que ser protegido dos males do mundo e a dupla mãe-bebê já fica unida desde a gestação. Para outras, o próprio bebê é sentido como um intruso em seu corpo e desorganiza tudo o que ela já conhecia a seu respeito.

Com o nascimento, as atenções antes voltadas para a mãe, voltam-se para o bebê, muitas vezes fazendo com que a própria mãe se sinta como um bebê precisando de cuidados. O momento em que as mulheres são mais exigidas em sua capacidade adulta para dar conta de outro ser completamente dependente, também é o momento em que se sentem mais vulneráveis e desamparadas. É nesse momento que o pai passa a ser mais importante. É ele que tem que cuidar dessa dupla que precisa ser protegida para se desenvolver.

No mundo atual a exigência é que se saiba tudo antes do início, e a maternidade que sempre foi um habilidade desenvolvida naturalmente junto ao bebê, hoje parece já ter que ser dominada antes do nascimento. Quanto mais à vontade a mãe estiver com as suas questões, mais tranquila estará para construir laços com seu bebê e aprender as novas funções.



 

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